quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Não gosto que o mar seque nem que os rios percam sua força. Se do céu me vem o medo de voar; eu vôo para nunca mais ter medo. Acordei assim, sem espinhas na garganta, sem camuflar a paisagem sonora das vozes que ficam. Até o sol tem outro sentido: reconstruir a leveza do balanço...na infância, o mais perto que pude chegar de um vôo. E quanta inveja tive de cada passarinho. Perseguindo, divagando, observando deslumbrada todas as cores de uma asa.
Acho que por medo ou vergonha não corri como os garotos correm : peito nu, cabelos ao vento...num dia de sol curtir o mar...Ah, mas eu morro de medo das ondas e o sal queima ainda mais a minha pele. Eu, que sempre desejei ser morena da cor de canela, brejeira, desinibida; com os olhos sensatos e verdadeiros da Julie Christie...
Liberdade para os sonhos e cautela nas rotas do vôo.

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